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"Se o grau de civilização dum país se conhece pelo
modo como trata os seus animais, eu quero fazer parte dessa metade que quer
evoluir, contra a outra metade que não deixa."

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quinta-feira, 11 de março de 2010

Doenças Transmitidas pelas Carraças - Como prevenir?!?



Qual o aspecto das Carraças?

São bastante visíveis, principalmente quando estão presas e já ingeriram sangue do animal.

Que doenças são transmitidas pelas Carraças?

* Babésia:

É uma doença parasitária causada por um protozoário microscópico que afecta, principalmente os cães e que pode mesmos levar á morte.

Como saber se um cão tem babésia?

Irá encontra-lo apático e, provavelmente vai notar que tem febre, urina avermelhada e bastante cansado. Se detectar alguns destes sintomas dirija-se de imediato ao seu Médico Veterinário.

* Erlichiose:

É um parasita produzido pela rickettsia e que, tal como a Babésia, afecta maioritariamente os cães e que pode conduzir á morte dos mesmos.

Como saber se um cão tem Erlichiose?

Um correcto diagnostico de Erlichiose só poderá ser feito por um Médico Veterinário. No entanto, alguns dos sintomas mais comuns sejam apatia, vómitos, febre, perda de apetite e anemia.

Quando detectada deve ser tratada de imediato antes que chegue a uma fase crónica.


As carraças transmitem doenças aos humanos?


As carraças podem transmitir Babésia e Erlichiose bem como outras doenças através das suas picadas.
É necessário prevenção, principalmente em épocas secas.


Como as Carraças transmitem doenças?


As suas picadas transmitem parasitas ou micro-organismos de um cão infectado para um cão saudável.
As carraças podem transmitir doenças em todas as suas fases (larva, ninfa ou adulta)

Locais de Risco?

Normalmente é mais fácil o seu cão apanhar Carraças em locais com vegetação, arbustos ou plantas em geral, pois é aqui que elas “esperam para saltar” para o pêlo.
Os locais de maior risco são os parques e jardins, embora no interior do pais também sejam bastante comuns.


Como podemos prevenir estas doenças?


O mais importante é reduzir o numero de picadas de Carraças, pois é através destas que as doenças são transmitidas.

Um bom repelente é algo básico para reduzir as picadas e o risco de transmissão de doenças.

O que é a Parvovirose?


A Parvovirose Canina é altamente contagiosa e uma doença bastante grave, que é causada por um vírus que ataca o trato gastrointestinal dos cachorros, cães adultos e canídeos selvagens. Foi descoberta em 1978 e, desde ai, tem-se espalhado por todo o mundo.


Como se propaga a Parvovirose?


Os cachorros e os cães ficam infectados quando ingerem o vírus que fica nas fezes de um outro cão já infectado. A Parvovirose Canina resiste ás mudanças climatéricas e consegue sobreviver longos períodos de tempo. O amontoar de fezes que estejam contaminadas pode servir como reservatório da infecção e, assim o vírus é transportado rapidamente de sitio em sitio, através do pelo do animal, pelos sapatos ou outros objectos. Esta doença afecta todos os canídeos, mas não pode ser transmita a outros animais ou humanos.

Que cães estão expostos ao vírus?

Todos os cães estão expostos a esse vírus. No entanto, os cachorros com menos de 4 meses e os cães que não estejam vacinados estão mais expostos a esse risco. Algumas raças (como por exemplo o Rotweiller e o Pinscher Doberman) parecem estar mais predispostos a esta doença.

Quais os Sintomas da Parvovirose?

A Parvovirose Canina provoca claudicação, perda de apetite, febre, vómitos e severas diarreias com sangue. O vomitar e a diarreia podem provocar uma rápida desidratação A maioria das mortes provocadas pela parvovirose acontecem 48 a 72 horas após surgirem os primeiros sintomas. Se o seu cão tiver algum destes sintomas contacte imediatamente o Médico Veterinário.

Como diagnosticar e tratar a Parvovirose?

O diagnostico da Parvovirose Canina é feito com base nos sintomas clínicos e nas análises efectuadas. Não existe nenhum medicamento especifico que elimine este vírus. O tratamento deve ser iniciado de imediato e deve consistir primariamente no combate á desidratação ao substituir os electrólitos e fluidos perdidos, através do controle dos vómitos e diarreia e prevenir infecções secundarias. Os cães infectados devem ser mantidos quentes, sobre o olhar atento de um auxiliar e estar separado dos outros cães. Uma limpeza e desinfecção apropriadas do local onde os cês infectados permanecem é uma forma de controlar o alastramento do vírus.


Como se pode prevenir a Parvovirose?


A vacinação e uma boa higiene são componentes bastante importantes para a prevenção de Parvovirose Canina.

* Vacinação: A vacinação é importante. Os cachorros são muito vulneráveis á infecção, pois as defesas naturais trazidas pelo leite materno podem acabar antes mesmo dos cachorros desenvolverem as suas próprias defesas contra as infecções. Se um cachorro ficar exposto ao vírus durante esta “falha”, poderá ficar doente. Uma preocupação adicional é o facto das defesas trazidas no leite materno poderem tornar o cachorro imune á vacinação , ou seja, mesmo depois de vacinados os cachorros podem contrair parvovirose. Para evitar um contagio durante estes períodos são administradas diversas vacinas nos cachorros. Para proteger o seu cão adulto tem de garantir que a vacinação de Parvovirose se encontra em dia. Peça ao seu veterinário um programa de vacinação para o seu amigo.

* Higiene: Antes do cachorro ter todas as vacinas, o dono tem de ter atenção quando o leva até sítios onde outros cachorros se encontram (lojas de animais, aulas para cachorros, obediência, centros de dia). Alguns estabelecimentos para animais reduzem o risco de infecção o pedirem o boletim de vacinação, exames médicos, higiene e o isolamento dos cachorros e cães doentes. O contacto com cães deve ser sempre evitado.
Finalmente, não permita que o seu cachorro/cão entre em contacto com as fezes de outros durante os seus passeios. A disposição de material próprio para a recolha dos resíduos deve estar sempre disponível, de modo a limitar a propagação do vírus da parvovirose.

Um animal saudável é um companheiro feliz. O bem estar diário do seu animal requer uma atenção regular.

Consulte o seu Médico Veterinário se verificar algum destes sintomas:

* Altos ou inchaços;
* Perda ou aumento excessivo de apetite e de consumo de agua;
* Perda ou aumento acentuado de peso;
* Claudicação, rigidez ou dificuldade em subir ou descer escadas;
* Dificuldade, excesso ou descontrole de resíduos (urina e fezes);
* Alteração do comportamento ou fadiga;
* Hálito ou excesso de tártaro nos dentes.


Os animais envelhecem mais rapidamente que os humanos e, podem desenvolver doenças que passam despercebidas, mesmos aos donos mais atentos. Os exames regulares são bastante importantes.

Dirofilariose (Verme do Coração)

A Dirofilariose (Verme do Coração) é um doença que pode ser prevenida, no entanto é bastante séria e, potencialmente fatal. É uma doença parasitária que afecta primariamente cães, gatos e furões.
Pode infectar animais selvagens, tais como os canídeos selvagens. Existem registos de humanos infectados, mas são casos raros e não resultam em doença clínica.

Como é transmitida a Dirofilariose e quais os sintomas?

A Dirofilária é transmitida de animal em animal através dos mosquitos. Quando um mosquito “morde” um animal infectado, a microfilaria (jovens vermes do coração) entram no sistema do mosquito. No período de duas semanas a microfilaria transforma-se na larva infectada que é transmitida pelo mosquito.
Nos primeiros seis meses a larva fica adulta: nos primeiros 3 meses a larva percorre o corpo do animal, chegando, eventualmente aos vasos sanguíneos dos pulmões; nos últimos 3 meses larva fica adulta e entra no coração.

Uma vez no coração, os vermes do coração continuam a crescer ate ás 14 cm de comprimento. Com o tempo, a Dirofilaria vai danificar os vasos sanguíneo, que vai resultar em doenças graves de coração e pulmões. Se houver vermes do coração de ambos os sexos, vai dar origem à criação de novos microfilaria que iram danificar outros órgãos, assim que o sistema imunitário do animal começar a reagir. Este ciclo continua sempre que um mosquito picar um animal infectado e consumir a microfilaria.

A Dirofilaria pode sobreviver entre 5 a 7 anos nos cães e de 2 a 5 anos nos gatos.


Quando foi descoberta a Dirofilariose?


Todos os cães, independentemente da idade, do sexo ou ambiente estão expostos ao vírus.
Os gatos que vivem em casa, tal como os que estão na rua, estão expostos ao vírus da dirofilariose. Se pretende viajar com o seu animal para outra parte do pais, consulte o seu veterinário para saber qual o risco de infecção nessa área.

Quais os sintomas da Dirofilariose?

* Cães: Se o seu cão foi recentemente infectado, é normal que no inicio não demonstre nenhuns sinais. No entanto, com o desenvolver da infecção o seu cão pode começar a tossir, tornar-se letárgico, perder o apetite ou ter mesmo dificuldades respiratórias. Poderá notar que se cansa rapidamente, após um exercício moderado.
O seu Médico Veterinário irá realizar análises de sangue para confirmar a existência da dirofilaria. Outros exames como raio-x ao tórax , ecocardiograma podem ser necessários para confirmar o diagnóstico, para avaliar o estado da doença e para determinar o tratamento mais adequado.

* Gatos: Os sinais de uma possível infecção de dirofilaria incluem tosse, dificuldades respiratórias e vómitos (em alguns casos raros, os gatos podem morrer subitamente). O diagnóstico da dirofilaria em gatos é mais complicado de obter do que nos cães. São necessários uma série de exames para provar que os vermes do coração são os responsáveis pelo estado do seu gato e, por vezes o resultado desses mesmos exames podem não ser conclusivos.


Como posso tratar o meu animal?


* Cães: Como acontece com muitos problemas médicos, é melhor prevenir do que tratar a Dirofilariose. No entanto, se o seu animal for infectado com Dirofilariose existe um tratamento disponível aprovado. Existem sempre riscos no tratamento da dirofilariose, mas o risco de complicações são menos prováveis em cães que eram saudáveis e que foram infectados mais tarde. O objectivo do tratamento da dirofilariose é o de eliminar os vermes já adultos e as microfilarias que se encontram no corpo do animal.
Durante a hospitalização e, mesmo quando regressar a casa, o seu animal vai necessitar durante um longo período de tempo de medicamentos adicionais, para reduzir a hipótese de inflamação quando o corpo começar a absorver os vermes mortos.

* Gatos: Actualmente não existe nenhum tratamento efectivo e seguro contra a dirofilaria nos gatos. Se o seu gato for infectado pelo verme do coração o seu Médico Veterinário deve recomendar medicamentos que limitem a inflamação e diminuam os sintomas.

Pode, o verme do coração ser removido cirurgicamente?

Algumas clínicas estão equipadas para a remoção cirúrgica do verme do coração. É uma cirurgia de alto risco e é reservada para os casos mais sérios.

O HVC (Hospita Veterinario Central, Charneca da Caparica) tem o material e os recursos necessários para a realização desta cirurgia.

Pode a Dirofilariose ser prevenida?

A Dirofilaria é prevenida quase a 100% em cães e gatos. Existem diversos medicamentos. O seu veterinário pode recomendar o melhor método de prevenção com base no estilo de vida e factores de risco do seu animal.
São recomendadas analises sanguíneas antes de iniciar o programa de prevenção para certificar que o seu animal não se encontra infectado.
Outro ponto necessário, é a marcação de Check –ups para se assegurar que esta a ser prescrita a medicação correcta.

Um animal saudável é um companheiro feliz.

O bem estar diário do seu animal requer uma atenção regular.

Consulte o seu médico veterinário se verificar algum destes sintomas:

* Altos ou inchaços;
* Perda ou aumento excessivo de apetite e de consumo de agua;
* Perda ou aumento acentuado de peso;
* Claudicação, rigidez ou dificuldade em subir ou descer escadas;
* Dificuldade, excesso ou descontrole de resíduos (urina e fezes);
* Alteração do comportamento ou fadiga;
* Hálito ou excesso de tártaro nos dentes.


Os animais envelhecem mais rapidamente que os humanos e, podem desenvolver doenças que passam despercebidas, mesmos aos donos mais atentos. Os exames regulares são bastante importantes.

Os Médicos Veterinários são especialistas em detectar sintomas de doença e, os sintomas ao serem detectados de inicio, faz com que o tratamento seja mais eficaz.


A Dirofilaria pode ser prevenida. Consulte o seu Médico Veterinário para assegurar que o seu animal esta protegido.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cuidar de um gato doente



O restabelecimento de um gato doente depende em grande parte do conforto físico e emocional. À dedicação, atenção e carinho do dono devem somar-se outros cuidados.


Conforto emocional

— Fale com ele num tom de voz tranquilo
— Acaricie-o frequentemente, excepto se perceber que isso lhe traz transtorno ou desconforto
— Caso o gato não consiga fazer a sua higiene pessoal, ajude-o nesta tarefa. Basta que o limpe com um pano húmido depois das refeições e de defecar. Limpe-lhe igualmente o pêlo com um pano húmido e, se isso não lhe causar dor, escove-o gentilmente.
— Dê-lhe tempo. Deixe que ele durma e descanse o necessário, sem estar sempre a estimulá-lo. Logo que esteja bem, ele será o primeiro a dar sinal disso.
— Evite barulhos que o possam assustar e dos quais está incapacitado de fugir.

Conforto físico
— Viva o animal dentro ou fora de casa, proteja-o do frio, do vento, de correntes de ar e da chuva, colocando a sua casa ou cama num local seco, quente e acolhedor. Se necessário, acrescente um tecto e paredes laterais (de madeira, por exemplo) à cama do animal.
— Aqueça a cama, colocando sob o cobertor, almofada ou colchão, um saco de água quente.
— Escolha um local de que o gato goste e que seja tranquilo.

Alimentar o paciente
— Estimule-lhe o apetite com os seus alimentos favoritos ou experimente rações saborosas, disponíveis nas clínicas veterinárias, próprias para convalescentes.
— Passar um pouco de comida pelo nariz aguça-lhe o apetite.
— Pode haver a necessidade de ter de o alimentar à boca ou mesmo através de uma seringa (sem agulha). Cuidado para não engasgar o animal.
— Não o force a comer. Se a recusa for peremptória é porque a comida ou a mastigação lhe provocam dores e, se forçado contra vontade, o animal perderá a confiança no dono.
— Água fresca à disposição é, por vezes, mais importante do que a comida, pois evita desidratação. Pode ter de lha dar directamente na boca com a ajuda de seringa (sem agulha).


Medir a febre

— Segure bem o gato para que não fuja (o auxílio de uma segunda pessoa pode ser indispensável).
— Levante-lhe a cauda e insira-lhe no ânus o termómetro, previamente untado com vaselina.
— Mantenha o termómetro na horizontal e aguarde dois minutos, um apenas em caso de termómetro digital.
— Vá falando e acariciando o gato enquanto aguarda.

Administrar medicamentos
— Os líquidos podem ser diluídos na água ou na comida ou serem administrados por seringa (sem agulha).
— Comprimidos podem ser esmagados e misturados com a ração.
— Caso não consiga, agarre na cabeça do animal e force-o a abrir a boca através de pressão na mandíbula. Coloque o comprimido o mais para dentro que conseguir, na base da língua, e feche-lhe a boca de seguida. Com o dedo, massaje-lhe a garganta com movimentos de cima para baixo, até perceber que o comprimido foi engolido.
— As gotas podem ser deitadas nas patas do gato, uma vez que passa a vida a lambê-las, acabando, assim, por ingerir o líquido.

Sinais de que o seu gato está de boa saúde



Para ter uma ideia se o seu gato está de saúde, deixo aqui uma lista para poder verificar:

- Atitudes: vontade de brincar; atenção; espírito alerta

- Energia: apropriada à idade do gato; prontidão para a brincadeira

- Olhos: brilhantes e lustrosos; sem secreções ou névoas

- Orelhas: limpas; cheiro a humidade, mas não desagradável

- Nariz: húmido e ligeiramente frio; um leve secreção clara é normal

- Respiração: o hálito não deve ser desagradável; deve inspirar e expirar sem dificuldade

- Higiene: O gato deve limpar-se regular e cuidadosamente

- Dentes e gengivas: dentes limpos com pouco ou nenhum tártaro; gengivas bem unidas aos dentes e rosadas; deve ter bom apetite.

- Pele: limpa e clara

- Pêlo: limpo, brilhante e saudável; a queda de pelo é normal, dependendo da estação do ano.

- Urina: nenhuma dificuldade ou nervosismo ao urinar; urina clara

- Fezes: nenhuma dificuldade em defecar; fezes sólidas e bem formadas

Treino de gatos



Os gatos não são treinados, educados ou disciplinados (como preferir) da mesma forma que os cães. Os cães formam uma hierarquia social, que o homem usa para adestrá-lo, tornando-se o seu chefe.

Os gatos formam grupos sociais apenas em caso de necessidade e esse grupo respeita territórios e não um chefe.

Portanto, de nada vale bater no seu gato ou usar outra punição física qualquer. Apenas o fará temê-lo. E daí não resulta qualquer vantagem para si.

Como os gatos detestam serem surpreendidos, use objectos que produzam barulho, como uma lata de refrigerante com algumas moedas dentro, sempre que o surpreender a fazer algo que não quer que ele faça. Mas a repreensão só funciona se for feita na hora em que ele está a ter o comportamento inadequado. Como é lógico, depois já não resulta, pois o gato é incapaz de associar os dois factos.

Outro método consiste em empurrar a cabeça do gato, com a palma da mão. Não bata, apenas empurre a cabeça com gentileza, mas dizendo um “não” firme.

Ter gatos é como ter crianças pequenas em casa. Mantenha objectos quebráveis ou perigosos longe do seu alcance, as estantes de livros devem ser estáveis e firmes, assim como prateleiras, etc.

Treine seu gato desde pequeno. É mais fácil que ele aprenda nessa idade o que pode e não pode fazer. Tome atenção que, por vezes, alguns comportamentos que são engraçados quando eles são gatinhos, deixam de o ser quando se tornam adultos, mas já é então um pouco tarde para ensiná-los mas mesmo assim possivel.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Importancia do Treino em Cães



A altura mais importante na vida do seu cão é AGORA. O comportamento do seu cão está em constante mutação. O facto de ele ser bem comportado hoje, não quer dizer que fique assim para sempre. Novos problemas podem sempre desenvolver-se. Problemas existentes podem sempre piorar.


Os cães são animais sociais e, sem o treino adequado, portar-se-ão como animais. Urinarão no chão de sua casa, destruirão os seus pertences, ladrarão excessivamente, cavarão, envolver-se-ão em lutas com outros cães e até o poderão morder a si. Quase todos os problemas comportamentais são actividades caninas perfeitamente normais que ocorrem na altura ou sítio errados ou são dirigidas às coisas erradas. Por exemplo, o cão evacuará na carpete em vez de lá fora; o cão ladrará toda a noite em vez de somente quando um estranho se aproxima da casa; ou o cão roerá a mobília em vez dos seus brinquedos. O truque para prevenir ou mesmo tratar problemas de comportamento é aprender a ensinar o cão a redireccionar o seu comportamento normal para coisas que sejam aceitáveis no ambiente doméstico.


Uma das melhores coisas que poderá fazer por si e pelo seu cão é o treino de obediência. O treino de obediência não resolve todos os problemas de comportamento, mas é a fundação para resolver quase todos os problemas. O treino abre uma linha de comunicação entre si e o seu cão. Comunicação efectiva é necessária para instruir o seu cão sobre o que quer que ele faça. Pode-lhe ensinar qualquer coisa, desde “fica” (não saias a correr pela porta da frente), a “senta” (não saltes às visitas), a “não mexe” (não roas a mobília; não apanhes isso do chão).


O treino é também uma maneira fácil de estabelecer a hierarquia social. Quando o seu cão obedece a um simples pedido de “vem cá, senta”, está a mostrar complacência e respeito por si. Não é necessário estabelecer-se a si próprio como líder da matilha usando medidas extremas. Pode ensinar o seu cão a mostrar-lhe submissão, ensinando-lhe a dar a pata, fingir de morto ou a dar beijinhos (tudo sinais de submissão). A maioria dos cães adora fazer os seus truques (comandos de obediência) para si, o que também demonstra calmamente que você está no comando.
O treino deve ser divertido e recompensante para si e para o seu cão. Pode enriquecer a vossa relação e fazer a vida em comum mais agradável. Um cão bem treinado é mais confiável e pode-lhe ser dada uma maior liberdade de movimentos, com maior segurança, do que a um animal não treinado.


Algumas pessoas debatem se é ou não possível treinar um cachorrinho, outras perguntam se é possível ensinar truques novos a cães velhos. A resposta a ambas as questões é um inequívoco SIM. Qualquer que seja a idade do seu cão, a melhor idade para começar a treiná-lo é AGORA!
Inscreva-se numa escola de obediência para aprender as bases. Mas a maior parte do ensino e treino pode e deve ser feito em casa. É melhor começar o treino numa área que seja familiar ao seu cão, e com a menor quantidade de distracções possível. Quando sentir que você e o seu cão estão ambos experientes em alguns comandos, leve esses comandos para diferentes áreas. Introduzir distracções pode parecer como começar tudo de novo, mas vale o esforço. Na realidade, que interessa se o seu cão faz um “deita-fica” quando ninguém está perto? O que precisa é um cão que o faça quando alguém está à porta. O que interessa se o seu cão faz um “junto” perfeito no seu quintal? Mas precisa de começar aí, se quer que eventualmente ele o faça quando vai com ele na rua.

Mantenha as sessões de treino curtas e carinhosas. É maçador programar sessões de treino longas e entediantes. Em alternativa, integre o treino na sua rotina diária. Faça o treino interessante e significativo para o seu cão. Se o Bobby insiste em segui-lo por toda a casa quando se prepara para o dia, então insista que ele tenha algo para fazer: “finge de morto”, para os cumprimentos quando acorda; “junto”, do quarto até à casa de banho; “deita-fica”, enquanto lava os dentes; “junto”, da casa de banho até à cozinha; “senta-fica”, enquanto prepara o pequeno almoço; “procura a bola”, enquanto você se veste. Agora “busca a trela” para ir à rua. “Senta”, quando a porta se abre; “senta” outra vez, quando a porta se fecha. E por aí fora. Faça com que o treino infiltre as actividades favoritas do seu cão e as actividades favoritas infiltrem o treino. As actividades favoritas do seu cão devem tornar-se treinos, de maneira a que o Treino seja a actividade favorita do seu cão.